PALAVRAS e EXPRESSÕES LATINAS que continuam a ser preciosas no nosso discurso.

 

AB INITIO – desde o princípio; no começo.

AD HOC – para tal fim; à toa (sentido pejorativo).

ALIBIprova que confirma o argumento apresentado.

A PRIORI à primeira vista.

A POSTERIORI pelas razões que vêm depois.

AUREA MEDIOCRITAS feliz mediania; bendita suficiência.

CARPE DIEM – aproveita o dia presente.

CONTRA NATURAM – contra a natureza.

CORRIGENDA – errata.

CURRICULUM VITAE – currículo (plural: CURRICULA VITAE).

DE FACTO – de facto.

DE JURE – de direito.

DEO GRATIAS – graças a Deus.

DOMUS MUNICIPALIS – câmara municipal.

DURA LEX, SED LEX – a lei é dura, mas é lei.

ERRARE HUMANUM EST – errar é humano.

ERRATA – erros.

ET CETERA – e outras coisas mais.

EX AEQUO – com igual mérito.

EX LIBRIS – dos livros de; aquilo que representa algo ou alguém.

FIAT – faça-se.

HIC ET NUNC – aqui e agora.

HONORIS CAUSA – a título de honra.

IBIDEM – no mesmo lugar.

IDEM – a mesma coisa.

IN EXTREMIS – em caso extremo.

IN LOCO – no próprio lugar.

IN MEDIAS RES – no meio dos acontecimentos.

IN SITU – no próprio local.

IPSIS VERBIS – pelas mesmas palavras.

LAPSUS LINGUAE – lapso de língua.

LATO SENSU – em sentido lato.

MODUS FACIENDI – modo de fazer.

NOTA BENE – nota bem.

PER CAPITA – por cabeça.

PER SE – por si.

POST SCRIPTUM – escrito depois.

PRO FORMA – por formalidade.

QUID PRO QUO – referente a um determinado equívoco.

RARA AVIS – ave rara.

RESQUIESCAT IN PACE – descanse em paz.

SIC – assim; tal e qual.

SINE DIE – sem dia; sem data fixa.

SINE QUA NON – sem a qual não.

STATU QUO – o estado em que as coisas estão.

SUI GENERIS – especial; peculiar.

TEMPUS FUGIT – o tempo voa.

URBI ET ORBI – à cidade e ao mundo.

VADE RETRO – afasta-te! (emprega-se para exprimir repugnância por alguma coisa).

VENI, VIDI, VICI – cheguei, vi e venci (palavras com que Júlio César anunciou ao Senado romano a sua vitória sobre Farnaces, rei do Ponto, no ano de 47 a.C.).

VIDE – veja-se (em).

VOX POPULI – voz do povo.



TRAVA-LÍNGUAS (I)

DIA INTERNACIONAL DO TRAVA-LÍNGUAS  (segundo domingo de novembro)

 Divirta-se a recitar trava-línguas aos seus amigos e familiares

Além de serem uma forma original de se apaixonar pela nossa língua, os trava-línguas, tal como as parlendas, também servem para melhorar a enunciação e a dicção.

O que são trava-línguas? O que são parlendas?

Trava-línguas são conjuntos de palavras que formam uma frase de complexa articulação devido à existência de sons que exigem movimentos repetitivos e pouco comuns à língua. Os trava-línguas fazem parte das manifestações orais da cultura popular, são elementos do nosso folclore, como as lendas, os acalantos (canções de embalar), as parlendas, as adivinhas e os contos.


Parlendas ou parlandas (rimas infantis) são sequências discursivas compostas por palavras ritmadas e/ou repetidas que lhes conferem um ritmo musical. São enunciadas para facilitar a memorização de algo, como divertimento infantil. A este texto constituído por palavreado oco, ou conversa fútil, também se dá o nome de lengalenga.

São um bom recurso para trabalhar a leitura oral, mas é importante não expor alunos com mais dificuldades. 

«Pois o velho trava-língua está a deixar de ser apenas brincadeirade crianças, exercício de dicção teatral ou lição contra a gagueira, para ser matéria adoptada em várias estâncias no capítulo da auto-estima. Pessoas que querem perder o medo de se expor, de errar, que têm acanhamento, timidez e vergonha de se comunicar estão aprendendo a se soltar com a utilização de trava-línguas. É fundamental para o desbloqueio da expressão, para ajudar os interessados em soltar a língua e aprender a falar bem nas relações pessoais e nas profissionais.
Saindo do universo infantil, o trava-língua passou a ser usado no teatro e na expressão corporal, e logo se percebeu que era uma arma utilíssima para contornar dificuldades em se expressar. Porque, quando a pessoa se solta, a linguagem começa a fluir naturalmente. Hoje, a velha brincadeira infantil merece ser estudada no campo de Linguística e da Semiologia, e já é encarada como uma nova cadeira: a Linguistoterapia.»

in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/artigos/rubricas/lusofonias/trava-lingua/1730 [consultado em 04-11-2020]



 

 

PLEONASMOS A EVITAR

EM VEZ DE… “É minha opinião pessoal” Uma opinião é sempre um parecer pessoal.

USE… “É minha opinião”

EM VEZ DE… “Sair para fora” / “Entrar para dentro” “Subir para cima” / “Descer para baixo” São expressões redundantes comuns e passam facilmente despercebidas.

USE... “Sair” / “Entrar” “Subir” / “Descer”

EM VEZ DE… “Tenho um amigo meu que…” Se “tenho um amigo”, ele é necessariamente “meu”. USE... “Tenho um amigo que…”

EM VEZ DE… “Hemorragia de sangue” Por que razão se acrescenta uma palavra que se torna irrelevante?

USE… “Hemorragia”

EM VEZ DE… “Vi com os meus olhos” É impossível ver com os olhos de outra pessoa ou ver com outra parte do corpo.

USE... “Vi”

EM VEZ DE… “Adiar para depois” Não se pode adiar para antes, pois isso seria antecipar.

USE... “Adiar”

EM VEZ DE… “Surpresa inesperada” Não é possível que uma surpresa seja esperada.

USE… “Surpresa” EM VEZ DE… “Eu pessoalmente acho que” É um erro repetir a mesma ideia. USE… “Acho que”

EM VEZ DE… Mar salgado” Fernando Pessoa usou a expressão, visando construir uma relação metafórica entre o mar e as lágrimas derramadas pelos portugueses. Contudo, no nosso quotidiano, é errado dizer “mar salgado”, já que todo o mar é salgado.

USE... “Mar”

“Pleonasmo” é um vocábulo de origem grega [pleonasmos («superabundância»)], introduzido na língua portuguesa através do latim pleonasmu-. Enquanto recurso de estilo, o pleonasmo pode consistir no uso intencional de determinadas palavras e expressões que, sendo repetitivas e redundantes, permitem tornar uma ideia mais expressiva. No entanto, também se refere ao que é supérfluo e desnecessário. Na linguagem coloquial, existem vários pleonasmos que, de tantas vezes repetidos, passam despercebidos e se perpetuam. Quando somos confrontados com expressões ou frases que são redundantes, com diferentes palavras a repetir a mesma ideia, sem acréscimo de informação, isso deve ser considerado UM ERRO A EVITAR.

Adaptado de : https://ncultura.pt/10-pleonasmos-a-evitar/

TAUTOLOGIA

É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada,com palavras diferentes,mas com o mesmo sentido.

- elo de ligação

- acabamento final

- certeza absoluta

- nos dias 8, 9 e 10, inclusive

- juntamente com

- expressamente proibido

- em duas metades iguais

- sintomas indicativos

- há anos atrás

- outra alternativa

- detalhes minuciosos

- anexo junto à carta

- de sua livre escolha

- todos foram unânimes

- conviver junto

- facto real

- encarar de frente

- multidão de pessoas

- amanhecer o dia

- criação nova

- retornar de novo

- empréstimo temporário

- surpresa inesperada

- escolha opcional

- planear antecipadamente

- abertura inaugural

- continua a permanecer

- a última versão definitiva

- possivelmente poderá ocorrer

- comparecer em pessoa

- gritar bem alto

- propriedade característica

- demasiadamente excessivo

- a seu critério pessoal

- exceder em muito …